"As letrinhas da carochinha" no Teatro Villaret

Um dos palcos do Teatro Villaret recebe um espectáculo infantil - "As letrinhas da carochinha". Todos as crianças, do pré-escolar e do 1º ciclo, poderão assistir a esta peça depois das suas escolas fazerem a respectiviva marcação.

Esta é uma encenação educativa, pois durante todo o espectáculo é insentivada a aprendizagem das letras e das técnicas de leitura. Para as crianças destas idades, esta é a etapa "mais importante na vida das crianças que começam a dar os primeiros passos escolares."

Esta é uma peça de teatro tem como principal instrumento abrir a porta para o pedagógico, e com a parte lúdica leva a que as crianças entrem no mundo do conto e da música. Tentando incentivar a criatividade do artistas de palmo e meio.

"As letrinhas da carochinha" é o primeiro impacto com as frases, vogais, palavras mais simples que as crianças poderão ter.

"O luto vai bem com Electra", no TMA

Até ao dia 19 de Dezembro, o palco principal do Teatro Municipal de Almada recebe um espectáculo de Eugene O'Neill, uma peça que regressa a Portugal - "O luto vai bem com electra". Esta é uma peça encenada por Rogério de Carvalho, com tradução de Helena Barbas.

Depois de 67 anos da sua estreia no Teatro Nacional D. Maria II - intitulada de Electra e os Fantasmas -, onde foi encenada por Robles Monteiros, um dos primeiros directores do teatro, e traduzido por Henrique Galvão.

Elenco: São José Correia, Sofia Correia, Teresa Gafeira, Miguel Martins, Paulo Guerreiro, André Albuquerque, Bernardo Almeida, Celestino Silva, Laura Barbeiro e Marques D'Arede.

História da Peça:
Este espectáculo mostra alguns pontos importantes iguais à vida comum, como por exemplo o regresso a casa, os caçadores e os assombrados. Com esta trilogia, o autor americano pretende demonstrar a dimensão da tragédia grega. A história começa com uma mulher de negro a entrar em palco, Electra, representada por São José Correia, e conta a trágica história da sua vida.


Morreu o actor Virgilio Teixeira

O actor Virgílio Teixeira, que encenou com Amália Rodrigues no espectáculo Fado morreu, ontem no Funchal, aos 93 anos. Um fonte próxima, explicou que este galã do cinema faleceu devido a problemas respiratórios.

Virgílio Teixeira nasceu no Funchal, mas começou a sua carreira no cinema em Portugal continetal. Tendo continuado por Espanha, onde conseguiu uma grande notoriedade. Teve também algumas representações em Hollywood onde participou como Alexandre o Grande e Doutor Jivago. Tendo, também, uma breve participação no teatro.

Em 1948, o filme Fado, história de uma cantadeira, de Perdigão Queiroga, o actor dividiu o ecrã com Amália, tendo protagonizado o papel de guitarrista, por quem a fadista se apaixona.

Teatro Nacional D. Maria II: 186 anos a dar vida ao teatro

Desde 1846 que abriu portas, no dia 13 de Abril, ao Teatro e desde então que nunca mais se separou de histórias que ganharam vida. O Teatro Nacional D. Maria II (TNDM) apresentou na sua inauguração o espectáculo "O Magriço e os Doze de Inglaterra", um original de Jacinto Aguiar de Loureiro.

Contudo a história deste teatro deu inicio dez anos antes da sua inauguração. Depois da revolução do dia 9 de Setembro de 1836, Manuel Passos assume o cargo mais alto do Governo e decide deixar nas mãos de Almeida Garrett, escritor e politico, a responsabilidade de apresentar "um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa".

O local escolhido para a construção do novo Teatro foi os escombros do palácio da Estaús, que era a sede da Inquisição e que em 1836 tinha sofrido um incêndio. A escolha de um arquitecto italiano,Fortunato Lodi, Almeida Garrett só conseguiu dar inicio às obras em 1842 .

Este teatro foi dirigido por várias pessoas ligadas ao teatro, como Amélia Rey Colaço, ou Robles Monteiro. O Teatro, em 1964 sofreu um incêndio, onde as consequências foram terríveis, apenas ficando as paredes exteriores. Mas só em 1878, é que o teatro foi reconstruído e ficando como nós o conhecemos hoje em dia.

Passados muitos anos, em 2007 o Teatro Nacional D. Maria II passou a integrar uma entidade do Estado, recebendo a designação de Entidade Pública Empresarial. Em 2008, o actor e encenador Diogo Infante é o director artístico do TNDM, que permanece actualmente.


Nicolau Breyner: 50 anos de Carreira

Actor, realizador e produtor português, Nicolau Breyner, estreou-se nos palcos do Teatro da Trindade, depois de ter terminado o Conservatório Nacional. O actor já foi premiado em várias categorias para além de actor.

Nicolau Breyner começou a ser uma figura no mundo da representação, quando integrou a primeira Revista à Portuguesa, tendo assim iniciado a sua subida de degraus na sua carreira, tendo também já sido encenador em alguns espectáculos.

Mas não foi só no teatro que Nicolau Breyner deixou as suas pisadas, tendo passado para a televisão e ter sido autor e co-autor na primeira telenovela portuguesa: "Vila Faia". Participou, como actor, em algumas sitcoms como "Aqui não há quem viva" e "Gente fina é outra coisa".

Depois de entrar em sitcoms é a vez das telenovelas, e a primeira é "Fúria de Viver" e um ano depois, entrou em "Vingança", tendo sido a sua última telenovela na SIC, passado para a concorrente TVI, onde ainda se encontra.

O mundo do cinema foi algo que o deslumbrou, onde também deixou a sua marca. Participou como actor em alguns filmes, como "O Milagre segundo Salomé" e "Os imortais". Com estes filmes, Nicolau Breyner ganhou o Globo de Ouro de Melhor Actor de 2004 e 2005.

Florbela Queiroz: 50 anos de Carreira

A actriz portuguesa, Florbela Queiroz, celebra 50 anos de carreira. Entre palcos e televisão, Florbela Queiroz ficou connhecida pelo seu talento e com o papel na sua primeira peça de teatro "As bruxas de Salem", no Teatro Nacional, um espectáculo dirigido por Amélia Rey Colaço e por quem foi convidada para integrar o elenco.

Com 13 anos passou pela Companhia do Teatro Trindade dirigida por rancisco Ribeiro, e com 16 anos frequentou a Companhia do Teatro Alegre, dirigida por Henrique Santana.

O ponto alto da carreira de Florbela Queiroz foi no espectáculo "O Pecado mora ao lado" de Henri Miller, tendo também ganho muitos prémios com esta peça de teatro.

Actriz em todas as áreas: teatro, cinema e televisão. Estreou-se em cinema nos anos 50 com longas-metragens: "O noivo das Caldas", "Let's Discovery Portugal", "Pão, Amor e Totobola", "A canção de Saudade", "Os gatos preto", entre outros.

Para além de representar, também tinha uma voz lindissima permitindo-lhe que podesse fazer 20 participações em Revistas à Portuguesa, entre elas "Bate o pé", "Sol e Dó", "Vamos contar Mentiras". Com estas participações ganhou o prémio da Casa da Imprensa.

Depois de vários anos parada, foi em 1989 que surge numa série televisa:"Pisca pisca". Mais tarde entra na telenovela "Na paz dos anjos", e foi nas telenovelas que também fez muito sucesso, tendo, mais tarde, feito algumas participações especiais em algumas novelas.

Depois de 8 anos no desemprego e de alguns anuncios no jornal à procura de trabalho, Florbela Queiroz volta para os palcos para "encontrar o publico olhos nos olhos" revelou à RTP, no Teatro Maria Vitória, em mais uma Revista à Portuguesa: "Vai de em@il a pior".

Felipe La Feria: 47 anos de Teatro

O seu primeiro espectáculo foi como actor integrado na Companhia Rey-Colaço, que em tempos estava sedeada no Teatro Nacional D. Maria II. A peça foi dirigida por Amélia Rey Colaço e assim abriu portas para o encenador que hoje é elogiado por tantos portugueses.

O gosto pela encenação inicia quando acompanha Victor Gracia, no espectáculo: "As Criadas" de Jean Genet. Aluno e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Felipe La Feria parte para Londres com o objectivo de se formar em Encenação.

Depois de Londres regressa e durante 16 anos foi director do Teatro da Casa da Comédia onde produziu, encenou e desenhou cenários e figurinos para 10 peças de teatro, entre elas "A ilha do Oriente" de Mário Claúdio.

Em 1990 produz e encena o seu primeiro espectáculo: “What happened to Madalena Iglésias“ e em 1991 encena e cenografa "Passa por mim no Rossio" no Teatro Nacional D. Maria II. Mais tarde dá o passo para o terceiro espectáculo ensenado por si: "As Fúrias" de Augustina Bessa-Luis. Ainda nesse ano, Felipe la Feria rendeu-se ao estrangeiro e em Bruxelas que dirige o espectáculo inaugural "Europália". É 1992 e em Sevilha que dirige o Dia de Portugal na Expo Sevilha, enqriquecendo mais o seu percurso no mundo do teatro.

Felipe La Feria começa em 1992 a reconstruir o Teatro Politeama onde produz e encena 17 espectáculos, entre eles "Música no Coração" de Howard Lindsay e Russel Crouse e "O Principezinho" de Saint Exupery (todas as traduções e adaptações são feitas pelo encenador).

Anos mais tarde, prepara cenários e texto para o grande e esperado espectáculo musical: "Amália" que estreou no Teatro Politeama, mas andou em palcos estrangeiros, como França e Suiça, alcançando mais de 16 milhões de espectadores. Mas o seu percurso profissional não se ficou apenas pelos palcos dos Teatro fazendo, mesmo, algumas adaptações para televisão, entre eles:“Grande Noite” e “Cabaret” da sua autoria.

Em 2007, três dos seus grandes musicais viajam para o Porto - Teatro Rivoli - "Música no Coração", "Jesus Cristo Super-Star" e "Um violino no Telhado" de Joseph Stein, onde mais uma vez, as salas não param de encher.

Prémios recebidos e Condecorações:
Com uma carreira carregada foi grande o reconhecimento que recebeu de Portugal. Felipe La Feria foi premiado, várias vezes, pela Critica, Casa da Imprensa, S.E.C e por várias revistas como autor, encenador e produtor. Ganhou, em 2000, o prémio de personalidade do ano na área de Teatro, com os Globos de Ouro. O encenador foi, ainda desse ano, condecorado como comendador com a Grande Ordem do Infante D. Henrique, por Sua Excelência O Presidente da República, Dr. Mário Soares.

Em 2006 foi condecorado pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com a Ordem de Grão - Cruz da Ordem do Infante e em 2007 recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa.

    Escrita Teatral

    Caros leitores este é um blogue que já aderiu ao novo acordo ortográfico.

    Seguidores