Alexandra Lencastre, da filosofia à representação

» Alexandra Lencastre
Alexandra Lencastre, 45 anos, ingressou no ensino superior no curso de filosofia, mas rapidamente percebeu que a sua verdadeira paixão seria a representação, tendo assim cancelado a sua matricula na Faculdade de Letras de Lisboa e ingressado na Escola Superior de Teatro e Cinema.


Os primeiros passos no mundo da representação foi em cima dos palcos com a peça Pílades, mas foi no mundo da televisão que ganhou mais popularidade. Estreou-se no mundo dos ecrãs com a série Rua Sésamo, tendo a partir daí nunca mais parado.

O mundo do cinema também não lhe ficou de fora e em 2002, com o filme O Delfim, onde fazia par com Rogério Samora, ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de cinema. Em 2003, ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de TV, com a série televisiva Ana e os Sete.

O Cine-Teatro de Alcanena tem novo diretor

» Tiago Guedes
Depois de criar o Festival Materiais Diversos, há dois anos, na freguesia de Minde, Tiago Guedes é, agora, o novo diretor do Cine-Teatro São Pedro, em Alcanena, substituindo Victor Costa. O jovem coreógrafo de 32 anos revela que é um "enorme desafio" assumir este cargo.

Na apresentação do catálogo para 2011, que decorreu hoje em Alcanena, o atual diretor explica que pretende "criar um sítio vivo, convivial, de descoberta e aberto a todos é tarefa árdua, mas muito entusiasmante".

Tiago Guedes irá fazer uma aposta do que se designa "São Pedro Fora de Portas": todos sábados de todos os meses, as peças de teatro irão viajar por outras freguesias de Alcanena. O primeiro espetáculo de dança e que passa pela casa ideal para cada um, «A Casa» já tem local destinado: será na freguesia de Vila Moreira, no dia 2 de Abril.

«Recordações de uma revolução», de Rui Pina Coelho

«De Arthur Schnitzler Encenação: Luís Miguel Cintra Teatro Nacional D. Maria II, 17 de Fevereiro de 2011 Sala cheia

Se alguns dos últimos espectáculos da Cornucópia pareciam avaliar o mundo, a vida e o teatro com pulsão de balanço testamentário - penso sobretudo em Miserere e Fim de Citação, de 2010, mas podíamos recuar até O Construtor Solness, 2007, ou Os Gigantes da Montanha, 2008, ou A Tempestade, 2009 -, A Cacatua Verde parece, simultaneamente, dar-lhes continuidade e abrir um capítulo mais solar, voltando, não obstante, a um dos seus mais substantivos refrãos: A natureza da revolução (lembro-me sobretudo de A Tragédia de Júlio César, 2007, e de A Cidade, 2010 - mas gostava muito de ter visto A Missão em 1984 ou em 1992).
O texto do austríaco Arthur Schnitzler (1862-1931), contemporâneo de Tchekov, serve este propósito como poucos. E é, de facto, uma pequena obra-prima da dramaturgia europeia, que prefacia muitas das temáticas pirandelianas e muitas das actuais inquietações sobre as efectivas fronteiras entre realidade e ficção. Assim, Schnitzler situa a acção na noite de 13 para 14 de Julho de 1789, a noite da Tomada da Bastilha, momento inaugural de uma nova geometria política mundial. "Falsa peça histórica sobre a Revolução Francesa" ou "peça política sobre a própria História" (conforme citado no programa), este texto coloca uma trupe de teatro, dirigida pelo áspero Prospère (Luís Miguel Cintra), a representar e a relatar as façanhas de foras-da-lei numa taberna de má fama, "A Cacatua Verde", para deleite dos espectadores/clientes da taberna, a nobreza enfarinhada que se delicia com estas picardias.

Enquanto os actores entretêm a nobreza, a História avança, o mundo muda e à taberna cavernosa que ecoa outros redutos (a caverna de Platão, a gruta de Alcandro, a ilha de Próspero, a torre de Segismundo...) vão chegando os relatos da Revolução (bem como o som do troar dos canhões) e a ficção vai-se embrulhando com a vida.

No início, o largo elenco recebe os espectadores, dispostos pelo palco ou sentados à boca de cena, vestidos de preto, austeros, cantando a La Carmagnole, canção ícone da Revolução Francesa. Mas assim como Schnitzler conhecia o desfecho desta Revolução, também nós o conhecemos, bem como ao famigerado final de muitas outras que se lhe sucederam (e, se calhar, até conseguimos imaginar o que vai acontecer às que agora estão nas ruas).

Isto permite substituir a intensidade da farsa - aquela que precisa sempre do próximo momento cómico - pela dilatação do comentário, o que reforça a experiência de aprendizagem vivida pelas personagens. Porque todas (ou quase) vão voltar às ruas. O que significa que, embora abraçando o tom da comédia, o espectáculo parece ir resistindo à sua própria natureza, aumentando o tempo de apropriação da lição em detrimento da satisfação do voraz continuum dramático.

O cenário recupera a estrutura de Miserere (também apresentado no D. Maria II, em Lisboa), tapando o palco com umas altíssimas paredes de madeira, deixando apenas uma pequena porta, à direita, para a entrada das personagens, e colocando a arca de Prospère no local onde habitualmente está o Maestro (e onde esteve "a estátua azul do organista desconhecido" em Miserere), denunciando a orquestração teatral de todo aquele universo de coisas.

Mas se no espectáculo que erguia o Auto da Alma de Gil Vicente o desencanto parecia ser o tom dominante, A Cacatua Verde é de um tom garrido, solar, que vive da alegria dos actores e do prazer de representar (e que extraordinário grupo aqui é reunido, coerente como poucos elencos de vinte e cinco actores vão podendo ser!).

Apesar da leitura próxima e concordante que se faz do texto, este é, naturalmente, atravessado pela linguagem poética que os trabalhos de Cristina Reis tão bem instalam. No final, regressa também uma citação de A Missão de Heiner Muller (que também estava em Fim de Citação): "A revolução é a máscara da morte. A morte é a máscara da revolução."

Escancara-se aí a brecha que foi sendo aberta durante todo o espectáculo e, de repente, quando também nós voltarmos às ruas - porque todos (ou quase) vamos voltar às ruas - também já lá chegaremos diferentes.»

*Artigo de Rui Pina Coelho no Ipsílon online, suplemento do jornal Público

Morreu a atriz norte-americana Jane Russell

A atriz Jane Russell, que contracenou com a morena Marylin Monroe no filme «Os Homens preferem as Louras», faleceu, ontem, com 89 anos de vida, vítima de paragem respiratória. A norte-americana morreu, segundo fonte da família, em casa rodeada com os seus filhos.

Jane Russell marcou a sua geração, mostrando o seu lado mais rebelde defendendo o aborto e também enfrentando problemas com o álcool. Contudo, ao longo da vida veio a provar que era uma devota da religião cristã, bem como uma republicana comprometida.

A saúde da atriz já estava a debilitar-se à duas semanas, assegurou a nora de Russell: “Ela sempre disse: ‘Eu vou morrer na sela, não vou ficar em casa e tornar-me uma mulher velha’. E foi isso exactamente que ela fez, ela morreu na sela”.



» Jane Russell para além de atriz também tinha uma voz invejável

"A Cacatua Verde" no Teatro D. Maria II

Os palcos do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), recebem, até ao dia 27 de Março, o espetáculo "A Cacatua Verde", uma encenação de Luis Miguel Cintra. Esta é uma peça de teatro da co-produção entre o TNDMII e Teatro da Cornucópia.

"A Cacatua Verde" foi um espetáculo escrito por Arthur Schnitzler, mas que viajou até território nacional, tendo contornos de uma peça histórica

A peça é cheia de ironias profundas, tendo assim uma pitadinha de comédia, pois a época que a história está a ser retratada é a de 1789. Os figurinos foram pensados e a acção passasse em Paris, cidade do amor. Existe uma coneção entre o sonho e a realidade dando-lhe um toque especial e particularmente interessante.

Elenco: Alice Medeiros, António Fonseca, Catarina Lacerda, Cleia Almeida, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Amorim, Joana de Verona, João Grosso, João Villas-Boas, José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Miguel Loureiro, Miguel Melo, Neusa Dias,Nuno Casanova, Ricardo Aibéo, Rita Blanco, Rita Loureiro, Sofia Marques, Tiago Manaia, Tiago Matias, Tobias Monteiro, Vítor D'Andrade.

Sinopse: Um velho encenador de uma companhia de teatro abre um taberna - A Cacatua Verde - e é aí que toda a companhia finge que não faz teatro, passando a imagem de que aquela taberna é frequentada por uma classe muito baixa e até mesmo criminosos. Tudo muda, quando na noite da Revolução Francesa toda a violência que se instala na cidade, também afeta a realidade da companhia, deixando cair o pano da verdadeira identidade. No meio de tanta confusão, o velho mata o seu rival, pois descobre que a sua mulher é amante do Duque.

"Um espectáculo à Sua Medida!", no Teatro Villaret

Esta é mais uma comédia de improviso, "Um espectáculo à sua Medida" criada e encenada pelo atores de C0mmedia à la Carte, que estará em cena até ao dia 6 de Março, no Teatro Villaret.

Em palco o público é quem ordena o que irá ser todo o espetáculo durante aquela hora/ hora e meia. Os três humoristas fazem um trabalho de equipa onde se coordenam mostrando o sue profissionalismo e o gosto pela profissão.

Tudo é uma surpresa, mas a alma e o carisma estão sempre presentes. Carlos M. Cunha, César Mourão e Ricardo Peres contém a cumplicidade certa em palco, captando a atenção do público e assim mantém as expectativas elevadas.


"Mais respeito que sou tua Mãe" no Teatro Armando Cortez

"Mais respeito que sou tua Mãe" está em cena até ao dia 3 de Março, no Teatro Armando Cortez/Casa do Artista. Esta comédia é uma encenação, interpretação e adaptação de Joaquim Monchique e com textos de Hernán Casciari.

Esta é uma peça que tem viajado por Portugal, tendo tido uma receptividade positiva por parte do público português. Um espetáculo que aborda todos os temas da actualidade, mas também demonstra a dificuldade de comunicação entre pais e filhos.

Joaquim Monchique, um ator bastante experiente nas comédias portuguesas, interpreta Esmeralda Bartolomeu, uma mulher de 50 anos e mãe de uma família e o pilar de sustento da casa.


Sinopse:
Drogas, sexo, puberdade, orgasmos, entre outros, são os temas que pisarão o palco sem qualquer tipo de pudor ou vergonha, tentando ao mesmo tempo entreter, mas também demonstrar a realidade portuguesa.


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