"O Fidalgo Aprendiz" no Teatro Nacional D. Maria II

"O Fidalgo Aprendiz" no TNDMII
A partir do dia 30 de Março, os palcos do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) vão ser pisados por mais um espetáculo, encenado por João Pedro Vaz, um peça feita a partir do texto de D. Francisco Manuel Melo.

Esta é uma peça que foi escrita em 1665, tendo sido agora transformada por João Pedro Vaz numa peça com uma história bem portuguesa. No ano que em a peça foi escrita, D. Francisco Manuel de Melo estava preso, nunca lhe faltando a inspiração.

Esta é uma história que conta com a interacção entre público/atores; plateia e palco, tendo assim sido transformada para uma peça-oficina. 

Elenco: Afonso Santos, Carlos Malvarez, Crista Alfaiate, Gonçalo Fonseca, Mónica Tavares, Paula Moura e Valdemar Santos.

Sinopse:
Dançar sem música de fundo, declamar sem poesia e esgrima sem qualquer tipo de espada são algumas instruções que o jovem nobre terá de apreender e aprender para alcançar o seu objectivos, as damas da cidade. É no seio de tanto engano que o nobre irá ser enganado.

Eunice Muñoz uma referência da representação portuguesa

A referência no mundo da representação
Foi nos palcos do Teatro Nacional, em 1941, que Eunice Muñoz interpretou a sua primeira personagem na peça Vendaval, de Vírgina Vitorino.

Ainda antes de terminar o curso de atores no Conservatório, a atriz portuguesa já teria contracenado com Maria de Matos, João Villaret, entre outros nomes, graças a Amélia Rey-Colaço, atriz que rapidamente lhe reconheceu o talento.

Cinco anos depois estreia-se no cinema com o filme Camões, do realizador Leitão de Barros. Com esta interpretação, Eunice foi premiada com o título de melhor atriz cinematográfica do ano.

Em 1950, regressa aos palcos dos teatros portugueses para contracenar com Vasco Santana e Maria de Matos numa comédia - Ninotchka.

Não se ficando pelo mundo da sétima arte ou tão pouco pelo teatro, em 1993 estreia-se na televisão portuguesa com a telenovela A Banqueira do Povo.

Saltando dos palcos para os ecrãs, Eunice Muñoz encontra-se, agora, com uma personagem que poderá ver no Teatro Experimental de Cascais, com a peça O Comboio da Madrugada.

"O Carteiro Paulo" vai chegar aos palcos portugueses

Os desenhos animados O Carteiro Paulo salta dos ecrãs para os palcos dos teatros nacionais, acompanhado com o seu gato Quico e os seus amigos. Este é um espetáculo que irá viajar de Norte a Sul do país, pela primeira vez.

A produção que passa no canal Panda e na RTP2 ir-se-à estrear em Abril, sendo que a história não irá estar muito longe daquilo que os mais jovens estão habituados a ver na televisão: Um carteiro especial que passa de porta em porta para deixar as encomendas, mas que pelo meio terá outras peripécias e encruzilhadas.

Este é um cartoon que pretende incutir valores nos mais novos, como a importância da família, dos amigos, a inter-ajuda, entre outros, à semelhança do que acontece nos ecrãs da televisão portuguesa.

Alexandra Lencastre, da filosofia à representação

» Alexandra Lencastre
Alexandra Lencastre, 45 anos, ingressou no ensino superior no curso de filosofia, mas rapidamente percebeu que a sua verdadeira paixão seria a representação, tendo assim cancelado a sua matricula na Faculdade de Letras de Lisboa e ingressado na Escola Superior de Teatro e Cinema.


Os primeiros passos no mundo da representação foi em cima dos palcos com a peça Pílades, mas foi no mundo da televisão que ganhou mais popularidade. Estreou-se no mundo dos ecrãs com a série Rua Sésamo, tendo a partir daí nunca mais parado.

O mundo do cinema também não lhe ficou de fora e em 2002, com o filme O Delfim, onde fazia par com Rogério Samora, ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de cinema. Em 2003, ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de TV, com a série televisiva Ana e os Sete.

O Cine-Teatro de Alcanena tem novo diretor

» Tiago Guedes
Depois de criar o Festival Materiais Diversos, há dois anos, na freguesia de Minde, Tiago Guedes é, agora, o novo diretor do Cine-Teatro São Pedro, em Alcanena, substituindo Victor Costa. O jovem coreógrafo de 32 anos revela que é um "enorme desafio" assumir este cargo.

Na apresentação do catálogo para 2011, que decorreu hoje em Alcanena, o atual diretor explica que pretende "criar um sítio vivo, convivial, de descoberta e aberto a todos é tarefa árdua, mas muito entusiasmante".

Tiago Guedes irá fazer uma aposta do que se designa "São Pedro Fora de Portas": todos sábados de todos os meses, as peças de teatro irão viajar por outras freguesias de Alcanena. O primeiro espetáculo de dança e que passa pela casa ideal para cada um, «A Casa» já tem local destinado: será na freguesia de Vila Moreira, no dia 2 de Abril.

«Recordações de uma revolução», de Rui Pina Coelho

«De Arthur Schnitzler Encenação: Luís Miguel Cintra Teatro Nacional D. Maria II, 17 de Fevereiro de 2011 Sala cheia

Se alguns dos últimos espectáculos da Cornucópia pareciam avaliar o mundo, a vida e o teatro com pulsão de balanço testamentário - penso sobretudo em Miserere e Fim de Citação, de 2010, mas podíamos recuar até O Construtor Solness, 2007, ou Os Gigantes da Montanha, 2008, ou A Tempestade, 2009 -, A Cacatua Verde parece, simultaneamente, dar-lhes continuidade e abrir um capítulo mais solar, voltando, não obstante, a um dos seus mais substantivos refrãos: A natureza da revolução (lembro-me sobretudo de A Tragédia de Júlio César, 2007, e de A Cidade, 2010 - mas gostava muito de ter visto A Missão em 1984 ou em 1992).
O texto do austríaco Arthur Schnitzler (1862-1931), contemporâneo de Tchekov, serve este propósito como poucos. E é, de facto, uma pequena obra-prima da dramaturgia europeia, que prefacia muitas das temáticas pirandelianas e muitas das actuais inquietações sobre as efectivas fronteiras entre realidade e ficção. Assim, Schnitzler situa a acção na noite de 13 para 14 de Julho de 1789, a noite da Tomada da Bastilha, momento inaugural de uma nova geometria política mundial. "Falsa peça histórica sobre a Revolução Francesa" ou "peça política sobre a própria História" (conforme citado no programa), este texto coloca uma trupe de teatro, dirigida pelo áspero Prospère (Luís Miguel Cintra), a representar e a relatar as façanhas de foras-da-lei numa taberna de má fama, "A Cacatua Verde", para deleite dos espectadores/clientes da taberna, a nobreza enfarinhada que se delicia com estas picardias.

Enquanto os actores entretêm a nobreza, a História avança, o mundo muda e à taberna cavernosa que ecoa outros redutos (a caverna de Platão, a gruta de Alcandro, a ilha de Próspero, a torre de Segismundo...) vão chegando os relatos da Revolução (bem como o som do troar dos canhões) e a ficção vai-se embrulhando com a vida.

No início, o largo elenco recebe os espectadores, dispostos pelo palco ou sentados à boca de cena, vestidos de preto, austeros, cantando a La Carmagnole, canção ícone da Revolução Francesa. Mas assim como Schnitzler conhecia o desfecho desta Revolução, também nós o conhecemos, bem como ao famigerado final de muitas outras que se lhe sucederam (e, se calhar, até conseguimos imaginar o que vai acontecer às que agora estão nas ruas).

Isto permite substituir a intensidade da farsa - aquela que precisa sempre do próximo momento cómico - pela dilatação do comentário, o que reforça a experiência de aprendizagem vivida pelas personagens. Porque todas (ou quase) vão voltar às ruas. O que significa que, embora abraçando o tom da comédia, o espectáculo parece ir resistindo à sua própria natureza, aumentando o tempo de apropriação da lição em detrimento da satisfação do voraz continuum dramático.

O cenário recupera a estrutura de Miserere (também apresentado no D. Maria II, em Lisboa), tapando o palco com umas altíssimas paredes de madeira, deixando apenas uma pequena porta, à direita, para a entrada das personagens, e colocando a arca de Prospère no local onde habitualmente está o Maestro (e onde esteve "a estátua azul do organista desconhecido" em Miserere), denunciando a orquestração teatral de todo aquele universo de coisas.

Mas se no espectáculo que erguia o Auto da Alma de Gil Vicente o desencanto parecia ser o tom dominante, A Cacatua Verde é de um tom garrido, solar, que vive da alegria dos actores e do prazer de representar (e que extraordinário grupo aqui é reunido, coerente como poucos elencos de vinte e cinco actores vão podendo ser!).

Apesar da leitura próxima e concordante que se faz do texto, este é, naturalmente, atravessado pela linguagem poética que os trabalhos de Cristina Reis tão bem instalam. No final, regressa também uma citação de A Missão de Heiner Muller (que também estava em Fim de Citação): "A revolução é a máscara da morte. A morte é a máscara da revolução."

Escancara-se aí a brecha que foi sendo aberta durante todo o espectáculo e, de repente, quando também nós voltarmos às ruas - porque todos (ou quase) vamos voltar às ruas - também já lá chegaremos diferentes.»

*Artigo de Rui Pina Coelho no Ipsílon online, suplemento do jornal Público

Morreu a atriz norte-americana Jane Russell

A atriz Jane Russell, que contracenou com a morena Marylin Monroe no filme «Os Homens preferem as Louras», faleceu, ontem, com 89 anos de vida, vítima de paragem respiratória. A norte-americana morreu, segundo fonte da família, em casa rodeada com os seus filhos.

Jane Russell marcou a sua geração, mostrando o seu lado mais rebelde defendendo o aborto e também enfrentando problemas com o álcool. Contudo, ao longo da vida veio a provar que era uma devota da religião cristã, bem como uma republicana comprometida.

A saúde da atriz já estava a debilitar-se à duas semanas, assegurou a nora de Russell: “Ela sempre disse: ‘Eu vou morrer na sela, não vou ficar em casa e tornar-me uma mulher velha’. E foi isso exactamente que ela fez, ela morreu na sela”.



» Jane Russell para além de atriz também tinha uma voz invejável

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