"O Envelope" disponível para digressão

»Encenado por Jorge Silva
Após a estreia do Teatro Aloés, a 15 de junho de 2011, nos Recreios da Amadora, a peça "O Envelope" já está disponível para digressão, sendo a sua primeira paragem no Teatro Mirita Casimiro. A peça classificada para maiores de 12 anos e encenada por Jorge Silva irá estar em cena de 5 a 9 de setembro.

O Teatro Aloés, grupo de pessoas que defende a arte de representar em palco e que partilha experiências e conhecimentos,  considera o teatro um "fenómeno de cultura", e por isso tentam aliar à sua "experiência, a herança do passado que estrutura o pensamento". 

Para complementar a arte de fazer teatro, esta associação faz também "leituras encenadas e recitais de poesia", pois sentem o "dever de divulgar a língua portuguesa". 

O porquê do espetáculo "O Envelope"
Depois de 2009, o Teatro Aloés produziu a peça "O Saguão", de Spiro Scimone, tendo inserido uma escrita intensa, com diálogos curtos e directos, contrapondo com falas cómicas, mas que também houvesse algo trágico. Teve ainda uma uma boa receptividade por parte do público. No seguimento desta peça, o Teatro Aloés decide criar o espetáculo "O Envelope", para falar sobre a violência da discriminação na pele de Kafka. As personagens da peça têm as duas vertentes da trama: são vitimas, mas também executores dessa violência descriminatória. Esta é uma peça que mostra o mundo que muitos querem denunciar, mas também um mundo que poucos humanos gostam de falar. 

Elenco
Bruno Huca, Daniel Martinho, João de Brito e Luís Barros

"Purga", um espetáculo com "imagens chocantes"

»Uma peça a decorrer no Teatro Aberto, em Lisboa
Classificado para maiores de 16 anos, "Purga" irá estar em cena no Teatro Aberto, em Lisboa, a partir do mês de outubro. Segundo uma nota no site oficial do teatro, este é um espetáculo "com imagens chocantes" que poderá "ferir a susceptibilidade de alguns espetadores". 

Em 2007 a peça estreou no Teatro Nacional de Helsinquia, tendo sido até agora a único espetáculo com os textos  da finlandesa Sofi Oksanen.  A peça que viajou até território nacional é encenada por João Lourenço e foi acolhida depois do sucesso do espetáculo "O senhor Pentulia e o seu criado Motti", de Bertlot Brecht.

O espetáculo fica marcado pelo regresso de uma das fundadoras do Teatro Aberto, a atriz Irene Cruz, que interpreta agora "um dos papeis mais desafiantes e estimulantes da sua carreira". A artista saiu do Teatro Aberto para integrar um espetáculo no Teatro Nacional D. Maria II, em 1986, palco onde se estreou em 1959, com a peça "A Visita da Velha Senhora".

Um confronto entre duas mulheres
Depois da libertação da Estónia e a conquista da indepêndia em 1992, Allide, uma mulher com 90 anos, vive numa quinta e acolhe Zara, uma mulher que anda fugida, pois é vitima de prostituição. No encontro entre ambas, Zara conta toda a sua história de vida, incluindo o problema do tráfego de mulheres, o medo e a opressão em que vive. No decorrer de todo o espetáculo o espectador irá entender todo o drama de vida destas duas personagens, que tanto têm sofrido com o regime soviético que durante anos prevaleceu.

Elenco
Irene Cruz, Ana Guiomar, Alberto Quaresma, Carlos Malvarez, Hugo Bettencourt, Patrícia André e Rui Neto.


"Elas sou Eu" vai estrear já em setembro

» Em cena durante um mês
A Companhia Teatral do Chiado vai estrear, já no próximo dia 1 de setembro, a comédia teatral "Elas sou Eu". O espetáculo, encenado por Hugo Sovelas, irá estar em cena durante um mês nas salas do Teatro-Estúdios Mário Viegas. 

Depois de Mário Viegas e Juvenal Garcês colocarem em cena o grande êxito "O Regresso do Bucha e Estica", espetáculo adaptado dos vários textos de Stan Laurel, deram o passo principal para a fundação da Companhia Teatral do Chiado, uma reabilitação do teatro popular.

Quatro mulheres, quatro histórias diferentes
Enquanto uma está em cena, as outras estão sabe lá onde. Quatro histórias, quatro mulheres, um ator para as interpretar.
Uma delas é Lucy Neyde, uma empregada doméstica, que tudo o que mais deseja é deixar o seu 'reles' emprego para se tornar numa artista reconhecida a nível nacional e, quem sabe um dia, internacional. Tudo para conquistar o seu grande amor: um cantor romântico do Brasil; outra é a Berenice, é uma senhora baiana que descobre os prazeres da vida a ver filmes pornográficos, mas também com o seu namorado "negão" Edmundo; a terceira é uma mulher da alta sociedade que divide o seu amor entre a filha mais velha, Maria Cleide, a filha mais nova, Maria Cláudia, a relação sobrenatural com o marido, Octávio, e a sua falsa amizade com uma imigrante portuguesa; e por fim temos a Irmã Bondade que é uma mulher que nunca ninguém viu, misteriosa, e que guarda um segredo que jamais alguém descobrirá.

Interpretação
Eduardo Gaspar

"Rei-menino" no Teatro das Beiras, na Covilhã

» Um espetáculo infantil
O Teatro das Beiras, na Covilhã, uma cidade da beira baixa, tem em cena três espetáculos e um é uma peça infantil. "Rei-menino" é um espetáculo encenado e adaptado por Isabel Bilou. 

"Rei-menino" surgiu da adaptação do livro infantil de António Torrado, um escritor português muito voltado para a literatura infanto-juvenil. Nascido em Lisboa, Torrado licenciou-se em Filosofia na Universidade de Coimbra. Dedicou-se à escrita ainda muito novo, tendo publicado a sua primeira obra aos 18 anos.

História
"Rei-menino" é uma criança que nasce em berço de ouro, mas sorte é coisa que não tem. Perde os seus pais quando ainda é muito novo, e tem de assumir funções de rei mesmo sem saber nada  sobre o reino que tem a seus pés. 

Cidades, províncias, montanhas, rios, tudo o que lhe pertence é-lhe desconhecido. Na verdade tudo o que o Rei-menino mais desejava era poder brincar sem qualquer responsabilidade, tal como as outras crianças da sua idade. Contudo, esse desejo não se poderia realizar. 

Até a coroa de ouro, que tinha de carregar durante as cerimónias mais importantes, era pesada de mais para a sua cabecinha. 

No entanto, teve que crescer no seio destes hábitos. Não se podia descuidar com nada. Tudo dependida dele. A corte, a população. Tudo estava a seu cargo e ao que parece ele não se deu mal. Cresceu, tornou-se Rei-homem e todos o respeitavam.

Elenco
Pedro da Silva, Rui Raposo Costa e Vânia Fernandes

"Amadeus" vai chegar aos palcos do Teatro Nacional D. Maria II

» "Amadeus" a partir de 8 de setembro
"Amadeus" é sobretudo a história de vida do músico Mozart, que irá estrear na sala Garret do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, a 8 de setembro. É um espetáculo encenado por Tim Carroll e irá estar em cena durante um mês.

Nascido a 27 de Janeiro de 1756, Amadeu Mozart mostrou o seu talento ainda durante a sua infância, quando aos cinco anos tornara-se especialista em piano e violino e começara a compor as suas primeiras músicas. O seu talento era notável e nesse mesmo ano, Mozart, nome com que ficou mundialmente conhecido, viajou pela Europa para iniciar as suas apresentações ainda com tenra idade.

Já na adolescência, o músico foi contratado pela corte de Salzburgo, cidade onde nascera, para tocar nas celebrações e em dias importantes. Contudo, os tempos não eram fáceis e Mozart viu-se obrigado a procurar emprego em outras cortes, mas sem sucesso.

Mozart foi autor de mais de sessenta obras musicais, muitas delas verdadeiras referências em óperas, em música erudita e pianista. As suas peças foram louvadas por vários críticos de música, embora muitos a achem complexa e difícil.

Atualmente, Mozart é visto como um dos maiores compositores do ocidente e a sua imagem tornou-se num ícone.

O que poderá esperar ver no espetáculo 
O espetáculo apresentado na sala Garret, não aborda apenas a vida do músico. A peça mostra também o sentido da injustiça que um homem pode sofrer.
Em Amadeus, música, teatro, ficção e história cruzam-se e irão ser os diversos caminhos que o homem utilizará para obter a sua vingança.  
Antonio Salieri, interpretado por Diogo Infante, é um compositor da corte austríaca do século XVIII. Amadeus Mozart, interpretado por Ivo Canelas, irá mostrar que a música é a arte de Deus.
O objectivo do encenador Tim Carroll é encenar o conflito entre os Antonio Salieri e Mozart, mediocre e o génio fútil. 

Elenco
Ivo Canelas, Diogo Infante, Carla Chambel, João Lagarto, Rogério Vieira, Manuel Coelho, Luís Lucas, José Neves e Martinho Silva. 

"A Flor do Cacto" no Teatro Politeama

» A Flor do Cacto
Num dos palcos do Teatro Politeama, em Lisboa, está em cena o espétaculo A Flor do Cacto, encenado por Felipe La Feria. 

O encenador decidiu adaptar a comédia clássica da  autoria de Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy - A Flor do Cacto. 

Interpretação:  

Sinopse:  
Na capital alfacinha, Lisboa, um famoso dentista tem uma vida dupla. Numa 'casa' tem uma tatuadora, mas tenta convence-la de que é um homem casado e com filhos. Mas tudo se complica quando a 'artista' decide que quer conhecer a outra suposta família do companheiro. Para que consiga manter a mentira que transporta há anos, pede à sua secretária do consultório, que tem uma secreta paixão pelo seu patrão, para que passe por sua esposa legítima na frente da atual namorada.
A cena desenvolve-se em torno da comédia e onde a clínica é o cenário de toda a acção. 


"Trabalhávamos muitíssimas horas por dia, nesta nossa criação"

» Sandra Roque, atriz há 10 anos
Sandra Roque, atriz portuguesa, 'deixou' um pouco à parte os pequenos ecrãs para se dedicar num novo projeto que já conta com 7 anos de existência, a Companhia de Actores (CDA). A aposta na sua formação não se ficou por território nacional, viajando até aos Estados Unidos da América, onde completou o curso Major in Theatre and Theatre Arts, em 2009, e que considera ser "fundamental para o seu trabalho". Com esta formação Sandra Roque valoriza, ainda, a sua formação como bailarina, para a área do teatro: "A minha formação e experiência profissional como bailarina são uma mais-valia". 

Sei que está inserida no Projeto Companhia de Actores (CDA), em conjunto com António Terra, Valéria Carvalho, entre outros. Como surgiu esta ideia?
Surgiu a partir do desejo que o António tinha de dar continuidade ao trabalho que desenvolveu com alguns alunos seus, juntamente com o sonho de dispor de um espaço/tempo, para exercício dos instrumentos do ator e pesquisa de uma linguagem própria do seu trabalho. Na altura, eu era assistente dele e, como estávamos muitas horas juntos, conversávamos sobre essa possibilidade. Eu partilhava desses interesses e acabámos por decidir formar uma companhia, com intuito de perseguir esses objetivos. Depois convidámos mais quatro pessoas, para um grupo inicial de seis, que acabou por crescer para nove. Por um lado, seríamos todos “cobaias” do António para sua experimentação, por outro teríamos a oportunidade de estar em formação contínua. 

Atualmente, está a integrar algum projeto?
Um projecto de fundo, é a CDA, em si, com a qual por vezes me envolvo a 100% na criação e produção de diferentes projetos e noutras vezes, como atualmente, me envolvo apenas como atriz em espetáculos específicos. Vim agora de Nova Iorque, onde fiz algumas leituras interessantes e voltei com algumas ideias que gostaria de concretizar.
Fora da Companhia, fui convidada para integrar o elenco de um espetáculo que ainda está numa fase embrionária, pelo que não há muito que possa dizer além de que deverá ser uma comédia. E estão ainda a passar cenas minhas, como Paula Bastos, nos Morangos com Açúcar, mas já terminei as gravações.

Já teve participações em telenovelas, mas já algum tempo que não a vemos nos ecrãs televisivos. Passou a dedicar-se mais ao teatro?
Sim, de certa forma. Com as exigências da formação e sustentabilidade da Companhia, deixei de ter tempo para grandes coisas fora da mesma, sendo que desde o seu nascimento e até ir para os EUA, apenas atuei nalguns episódios da novela “Queridas feras”, em 2004, nos "Morangos om Açucar" em 2005 e na série “Sete vidas” em 2006. Houve mesmo uma altura em que nem na CDA havia tempo para ser atriz, tendo que me dedicar exclusivamente à sobrevivência da estrutura, onde sempre fiz de tudo, desde a escrita de projetos, captação de recursos, produção, assessoria de imprensa, tradução e adaptação de textos, captação de imagens, etc.. Trabalhávamos muitíssimas horas por dia, com toda a fé nesta nossa criação. Ao fim de três anos fui para Nova Iorque e voltei com vontade regressar ao pequeno ecrã (onde já estive por mais duas vezes: um scketch humorístico com o Rui Unas n’ “A última ceia” e agora a oitava série dos Morangos) e de estrear em grande no grande! Ahah!
 
Qual foi a personagem que mais a marcou?
É difícil dizer... bom, esquecendo as personagens incríveis que só trabalhei para as aulas lá em Nova Iorque... Em teatro, talvez a Sílvia, de “Mão na luva” (Oduvaldo Vianna Filho), pelo tempo que esteve comigo e pela oportunidade que isso me deu de a descobrir e aprofundar. Por outro lado, a May, de “Loucos por amor” (Sam Shepard) é uma paixão antiga. Em televisão, apesar de ter sido mais “pequena” que outras que interpretei, a Rute Lima, de “Saber amar”, foi um marco na minha maturidade interpretativa. AH! E não me posso esquecer do meu querido Michael, uma das minhas personagens da série de animação Peter Pan. Adorei o Michael...!

Considera que o facto de ter tido formação como bailarina a pode ajudar no seu trabalho como atriz?
A minha formação e experiência profissional como bailarina são uma mais-valia e agora também o início do meu percurso nas artes marciais pode ser interessante para interpretar outro tipo de personagens!  Ahah!

Quando esteve em Nova Iorque 'atualizou' a sua formação enquanto atriz. Mas onde é que incidiu a sua formação? 
A minha formação teve diferentes áreas de incidência. O trabalho com o António foi fundamental. À parte do que eu já tinha, de domínio corporal e experiência de palcos/televisão, em termos de trabalho teatral, foi com ele que dei os primeiros passos e os cimentei. Entre outras coisas, trabalhámos muito com improvisação. Mas foi também muito importante outra formação que fiz com diversos profissionais nacionais e estrangeiros em técnicas de interpretação, como o Método/Sensory (Stanislavsky/Strasberg), EMDR, teatro visual, teatro físico, interpretação para câmaras... bem como em áreas complementares: estudo de cena, análise de texto, combate cénico, physical storytelling, movimento para o ator, máscara neutra, técnicas de casting, voz, história do teatro, canto e escrita para teatro,entre diversas outras. A formação no HB Studio, em Nova Iorque, foi a de incidência mais prolongada numa técnica específica (Hagen technique).

Tem algum ritual antes de entrar em palco ou de começar a gravar?
Tenho. Mais no teatro que em televisão. Gosto de chegar duas horas antes do espetáculo... e gosto de ter um espaço no camarim que seja “meu”, durante a temporada. Tenho uma série de objetos que disponho nesse espaço quando chego e que guardo no fim da peça. Uns representam os Elementos da Natureza, outros são amuletos. Com roupa confortável, aqueço um pouco corpo e voz e depois gosto de ficar em silêncio enquanto me maquilho, já entrando no universo da personagem. Raramente esse silêncio é possível quando há outras pessoas no camarim, que é o que acontece na maioria das vezes... ahah, mas de alguma forma retiro-me do meu quotidiano de Sandra, para o desta outra pessoa que depende de mim. Quando já estou pronta, volto a aquecer corpo e voz e quando estou quase a entrar, fico pela coxia, em comportamento da personagem.

Existe alguma técnica para decorar mais rapidamente os textos?
Isso é uma coisa que intriga muita gente, não é? Como é que os actores fazem para decorar aquilo tudo! Acho que não existem técnicas que se apliquem a todos nós. Eu uso técnicas diferentes, de acordo com o meio em que estou a trabalhar (teatro ou ecrã) e com as exigências quanto à altura em que o material deve estar decorado. Mas, de facto, tenho uma técnica com que me dou bem sempre que preciso de fixar em pouco tempo: Depois de ler/conhecer a cena, repito a primeira frase diversas vezes – sempre “a seco” (em branco), ou seja, sem lhe dar uma entoação, uma motivação específica. Isto, até a saber bem. Depois repito a frase seguinte. Quando sei a segunda, repito as duas seguidas, diversas vezes, com velocidade crescente até conseguir dize-las muito rapidamente, sem hesitar. Depois faço o mesmo com a terceira e junto as três... e assim sucessivamente, até ao final do texto. Por vezes memorizo mais de uma frase de cada vez, mas sempre com este processo. Pessoalmente, quando tenho interlocutores na cena, estudo SEMPRE o que eles dizem. Pelo menos o “sumo” das suas palavras. Nunca só as deixas. NUNCA! E sinceramente, acho que isso me ajuda a memorizar, porque tenho uma boa percepção de toda a cena.
Mas decorar qualquer pessoa consegue fazer, com mais ou menos tempo, com uma ou outra técnica. O desafio está no resto... e parte dele consiste em falar como quem não sabe o que vai dizer e escutar como quem não sabe o que vai ouvir! 

    Escrita Teatral

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