"Onde estavas quando criei o mundo?" no TNDMII

» Monólogo em cena até ao dia 13 de Maio

Uma das salas do Teatro Nacional D. Maria II contou, ontem, com a estreia de Onde estavas quando criei o mundo? e que estará em cena até ao dia 13 de Maio. O monólogo, encenado por João Mota, é interpretado por Manuela Couto, uma atriz portuguesa conhecida dos pequenos ecrãs. 

Esta é uma peça de drama, que conta a história dramática de uma mulher que sofre com a morte do seu filho, um crime pelo qual é arguida.

Sinopse
Uma mulher defende-se em tribunal pelo crime de filicídio. A arguida tenta explicar a razão pelo qual leva uma mãe a cometer um ato tão violento, e à medida que a mulher conta a sua história, vão aparecendo flashbacks dos momentos que antecederam ao momento em que a mulher tira a vida ao seu próprio filho. O que leva a que o público comece a pensar que provavelmente o crime tenha sido cometido por piedade e não de forma pensada. Já do lado do público, este é chamado a participar no espetáculo, integrando o papel de juiz. 

» Vídeo promocional

"Ora vira € troika o passos" no Teatro Maria Vitória

» Cartaz da peça
O palco do Teatro Maria Vitória está a receber desde Novembro a revista Ora vira € troika o passos, uma produção de Helder Freire Costa e encenação de Francisco Nicholson.

A revista à portuguesa é um dos tipos de teatro tradicional de Portugal, que conjuga a sátira política à comédia, tendo também momentos de canto com fadistas portugueses. Segundo um dos atores que integra o elenco, Paulo Vasco, o público poderá contar com uma peça sobre os problemas atuais da sociedade, particularmente o tema da corrupção, problemas sociais e políticos.

No elenco estreiam-se duas caras jovens novas, a filha de Marina Mota, Érica Mota, e também uma "participação especial" Sofia Arruda. 

Elenco: Florbela Queiroz, Paulo Vasco, Carlos Queiroz, Sofia Arruda (estreia), Ana Marta (fadista), David Ventura, João Duarte Costa, Élia Gonçalves e Érika Mota (estreia)

» Entrevista a Paulo Vasco, um dos atores do elenco

Sofia Arruda, a jovem atriz que se estreou no Teatro de Revista


» Na personagem de Maria Clara



A jovem de 23 anos está de vento em polpa na sua carreira, e depois de várias participações no pequeno ecrã, Sofia Arruda está integra o elenco do teatro de revista à portuguesa - Ora vira € troika o passos. 

Atriz estreou-se há 12 anos, com uma pequena participação numa série televisiva da TVI,  Crianças S.O.S, com o nome  de "Celina". Contudo, essa foi a rampa de lançamento, pois nesse mesmo ano, Sofia Arruda integrou o elenco principal numa telenovela do mesmo canal de televisão - Super Pai -, interpretando o papel de "Carmo Figueiredo". A partir daí foi sempre a subir, e nunca mais abandonou a representação.

Após o fim da telenovela, em 2002, a jovem entra no elenco principal, da primeira temporada da série de Morangos com Açucar, em 2003, com a personagem "Lara Queirós", uma jovem de 15 anos que se apaixona por "Tiago Gomes", um dos quatro irmãos órfãos.

Desde então Sofia Arruda não abandonou os pequenos ecrãs, integrando sempre o elenco principal das telenovelas da estação de Queluz. Atualmente, a atriz faz parte do elenco de Anjo Meu, com a personagem "Maria Clara Sardinha". 

Contudo, desde Novembro que Sofia estreou-se no teatro revista, no Parque Mayer, uma estreia que marca a carreira da atriz que apenas tem marcado presença em telenovelas da TVI.

» Sofia Arruda, como "Carmo Figueiredo" em Super Pai

De regresso...

Depois de uns meses sem publicar, venho agora deixar uma menção de que irei fazer um esforço para manter este blogue atual. Sendo assim, irei tentar publicar as mais diversas peças de teatro que estão ou que irão estar em cena por todo o país, e assim manter o objetivo primeiro de quando criei o blogue, e assim unir o gosto pela escrita e a paixão pela representação e teatro.

Para iniciar, irei deixar um artigo sobre Sofia Arruda, que se estreou em Novembro, na Revista à Portuguesa, com "Ora vira € Troika e Passos". A sua carreira tem vindo a progredir, e penso que seja interessante reiniciar com um artigo biográfico de uma jovem atriz que tem vindo a revelar-se. 

Depois também irei publicar mais algumas peças que estejam em cena, e que já se tenham estreado há algum tempo, mas que fazem todo o sentido em marcarem este blogue, que quer dar um pouco mais brilho a uma arte muitas vezes esquecida. 

Ana Isabel Silva

Vai estrear no TNDMII "Quem tem medo de Vírginia Woolf?"


» Estreia no dia 29 de Novembro
À noite numa sala de estar, revelações, discussões e agressões. Este é o cenário de uma peça da autoria de Edward Albee e que é agora encenada por Ana Luísa Guimarães. O espetáculo vai estrear numa das salas do Teatro Nacional D. Maria II  já este domingo, 26 de novembro. A peça estará em cena até 29 de Janeiro de 2012.

A peça pode ser entendida como "quem tem medo do lobo mau", tal como o autor a descreve, ou seja, é uma história para quem tem medo da realidade da vida e vive num mundo de ilusões.

O espetáculo desenrola-se com "um dos casais mais memoráveis da dramaturgia contemporânea - George e Martha -", e à medida que a história vai avançando o espectador vai descobrindo as mentiras das diversas personagens, mas também a ilusão em que as estas têm vivido ao longo do tempos.

O espetáculo Quem tem medo de Vírginia Woolf? foi primeiramente um filme dirigido por Mike Nichols, com estreia em 1966. Mas com um argumento adaptado para o mundo do palcos da autoria de Albee.

Elenco: Maria João Luís, Romeu Costa, Sandra Faleiro e Virgílio Castela 



"O Discurso do Rei", de filme a espetáculo teatral

» Chega aos palcos da Broadway em 2012
O filme premiado com o Óscar de melhor filme de 2010, "O Discurso do Rei", de Tom Hooper, vai ser adaptado para teatro e contará com Adrian Noble no papel de encenador. A peça que já tem estreia marcada para Guildford, em 2012, ainda está na fase de castings.

Segundo o jornal britânico The Guardian a primeira versão da peça será apresentada em Yvonne Arnaud Theatre, e entre Setembro e Outubro espera-se que o espetáculo chegue à Broadway, em Nova Iorque.

O filme que arrecadou quatro estatuetas douradas, conta a história do rei gago George IV e a sua relação com o seu terapeuta de fala, o australiano Lionel Longue. Em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, o argumentista David Seidler revelou que tinha escrito o guião de modo a que pudesse ir "para fora dos grandes ecrãs".

Em declarações ao mesmo jornal no ano passado, o produtor Michael Alden disse que a adaptação para palco com oito ou nove atores, irá ser uma experiência completamente diferente daquilo a que foi o filme. "Há mais coisas na peça, do que há no filme. As pessoas que adoram teatro, acho que têm uma boa razão para ir ver a peça", disse. 

"[No filme] Vemos um estranho desenvolvimento das relações, e é isso que o teatro consegue aprofundar. E isso é uma coisa muito satisfatória que tu não consegues ver no cinema", continuou. 

O "O Discurso do Rei"foi premiados com quatro galardões: melhor filme, melhor argumento para David Seidler, melhor realizador para Tom Hooper e melhor ator para  Colin Firth.

"Não se brinca com o amor" vai estreia no Teatro Viriato

» Encenado por Jorge Silva Melo
De norte a sul os espetáculos de teatro multiplicam-se.  Depois de três espetáculos em cena nos teatros da capital alfacinha, o E porque não ir ao Teatro? decidiu viajar um pouco mais para norte do continente e verificar qual a agenda em outros teatros do país. E desta vez, contamos com a agenda do teatro municipal de Aveiro, que também já tem uma estreia agendada para o mês de setembro.

No próximo dia 16 de setembro, o palco do Teatro Viriato irá estrear a peça "Não se brinca com o amor". Contudo, para os aficionados em espetáculos teatrais apenas terão dois dias (16 e 17 de setembro) para poderem assistir a uma peça que conta uma história do século XVI.

Segundo o encenador Jorge Silva Melo, esta será a "estreia em Portugal de um dos mais belos clássicos de sempre, o dorido 'On ne badine pas avec l’amour'", do francês Alfred de Musset, em português intitulado "Não se brinca com o amor". 

O autor dos textos, Alfred de Musset, foi um poeta, dramaturgo e romancista, que habitualmente era considerado como o expoente máximo do romantismo francês. 

Uma história imaginária que poderia ter acontecido no século XVI
Todo o cenário que envolve a acção decorre no século XVI, e descreve o romance trágico entre Camille e o seu primo Perdican. Camille abandona o convento onde está, para perseguir o amor da sua vida, que por acaso é Perdican, seu primo. Porém, no final uma personagem inocente no meio de toda a trama tem um final inesperado e os dois enamorados são proibidos de viverem o verdadeiro sentimento da felicidade: amor. 
Por outro lado, todas as personagens secundárias irão criar peripécias ao longo do drama vivido pelos dois protagonistas da história, para ir aligeirando toda a acção. 

Elenco
Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Vânia Rodrigues, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Alexandra Viveiros, Joana Barros, Diogo Cão e Tiago Nogueira. 

    Escrita Teatral

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